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segunda-feira, 10 de junho de 2013

Reflexão final da unidade "Falhas e dobras"

A nossa professora ensinou-nos as falhas e dobras de uma forma muito esquemática e acho que consegui perceber porquê: quando andei a pesquisar informação para o meu blogue reparei que tudo isto é mais complexo. É necessário ter mais conhecimentos de física, principalmente a parte das forças, para aprofundarmos esta matéria.

Uma coisa que me fazia muita confusão antes de ver imagens reais era como, olhando para uma montanha, se conseguia distinguir o seu tipo de falha ou dobra pois é diferente olhar para um esquema ou para a realidade. Tinha dificuldades em distinguir… Mas depois de ter estudado melhor lá percebi.

As paisagens com falhas e dobras podem constituir um risco para a humanidade ao ponto de provocarem sismos, mas também podem ser consideradas maravilhas da natureza como na África do Sul a Table Mountain ou permitir realizar grandes desempenhos desportivos.

Em relação à parte da deriva continental acho que o cientista Alfred Wegener era um génio. Como é que ele conseguiu criar argumentos que mais tarde se vieram a comprovar que eram verdadeiros estando a tecnologia tão pouco evoluída na altura?

Momento de descontração

Consequências domésticas da deriva continental

O Canhão da Nazaré

Sabias que um dos desfiladeiros submarinos mais famosos do mundo se situa na costa portuguesa?

O Canhão da Nazaré é, por muitos, considerado o maior desfiladeiro submarino da Europa. É de origem tectónica, situa-se ao largo da costa da Nazaré, devido à falha da Nazaré-Pombal, e começa a definir-se a cerca de 500 metros da costa. Tem uma extensão de 211 km e uma profundidade que começa nos 50 metros, mas atinge cerca de 5.000 metros.

Devido ao Canhão da Nazaré a Praia do Norte apresenta ondas significativamente maiores do que a restante costa portuguesa. As ondas conseguem viajar a uma velocidade muito maior pela falha geológica, chegando à costa praticamente sem dissipação de energia.

Nos últimos anos, o surfista havaiano Garret McNamara tem trazido fama internacional à Praia do Norte. Em janeiro de 2013 surfou uma onda calculada em 34 m que é considerada a maior onda de sempre na modalidade.

Fonte: http://www.publico.pt

Falha de Santo André

A costa oeste dos EUA, especialmente a Califórnia, é um dos locais com maior atividade sísmica do planeta. É aí que se encontra a conhecida Falha de Santo André que se prolonga por cerca de 1.290 km de comprimente e 15 Km de profundidade. Marca o limite entre as duas maiores placas tectónicas do planeta: a placa do Pacífico e a placa Norte-Americana.

Apesar de não der percetível aos nossos olhos, naquela região, a placa norte-americana desliza 14 mm por ano em sentido sudeste enquanto a placa do Pacífico se desloca, em sentido oposto, 5 mm por ano.

Por vezes, a resistência entre elas aumenta e a energia do movimento acumula-se até ser repentinamente libertada, causando grande instabilidade em todo o estado da Califórnia e esteve na origem do violento terremoto que destruiu a cidade de São Francisco em 1906.

Existe a crença popular de que um grande abalo sísmico poderia dividir o estado da Califórnia em dois e uma parte do estado se soltaria do continente e formaria uma ilha. Tal evento é cientificamente possível e poderá ocorrer de forma natural em milhões de anos; no entanto, um sismo em grande escala aceleraria este processo.

Fontes: http://www.infoescola.com e http://www.apolo11.com

Teoria da deriva continental

Em 1912, o cientista alemão Alfred Wegener propôs a teoria da deriva continental: outrora os continentes estiveram todos unidos formando um super-continente chamado Pangeia e que estava rodeado por um super-oceano chamado Pantalassa.

Fonte: http://www.infoescola.com
No entanto, como a crosta terrestre é formada por 7 placas tectónicas principais que andam à deriva sobre a camada de rocha fundida do manto, as forças magnéticas do interior da Terra fizerem com que as placas se deslocassem lentamente, o que justifica que atualmente os continentes estejam afastados uns dos outros. Atualmente, estima-se que todos os anos os continentes se afastem, em média, 2 cm.

Alfred Wegener não conseguiu comprovar a teoria da deriva continental embora os seus argumentos fossem muito fortes. Para se conhecer o mecanismo responsável pela deriva continental era preciso conhecer a morfologia dos fundos oceânicos e só depois da 2ª Guerra Mundial é que se desenvolveram os sonares e os submarinos que permitiram confirmar que a teoria de Alfred Wegener estava correta.

Tipos de dobras

Dobra sinclinal – É uma dobra com a concavidade voltada para cima em que as camadas rochosas mais recentes se encontram na parte interna.


Dobra anticlinal – É uma dobra com a concavidade voltada para baixo em que as camadas rochosas mais antigas se encontram na parte interna.


A- Dobra anticlinal; B - Dobra sinclinal
Fonte: http://www.dct.uminho.pt
Dobra-falha - Surge quando a dobra não aguenta mais a pressão e acaba por partir.

Constituição das dobras

As dobras são constituídas por:
  • Flancos - Planos inclinados das dobras: regiões situadas de ambos os lados da charneira.
  • Charneira - Linha que separa as camadas dos dois flancos e que corresponde aos pontos de curvatura máxima da dobra.
  • Plano axial - Plano imaginário que separa os dois flancos, atravessando as diversas camadas da dobra pela zona da charneira.

O que é uma dobra?

Uma dobra é uma deformação contínua caracterizada pelo arqueamento das camadas rochosas quando estas estão sujeitas a pressões compressivas permanentes e muito lentas até atingirem o seu limite de rotura (a partir desse ponto transformam-se em falhas).

Fonte: http://3.bp.blogspot.com
Para se formarem dobras é preciso que as rochas tenham um comportamento dúctil face à pressão exercida, ou seja, dobram-se sem se partirem.

Horsts e grabens

Uma paisagem pode ser caracterizada por um conjunto de falhas associadas, assumindo um relevo com planos altos e baixos. São os chamados horsts e grabens.



Horst (palavra alemã que significa ninho de águia) – Bloco elevado em relação aos territórios vizinhos por ação de movimentos tectónicos associados a falhas. São faixas alongadas de terreno (que podem ter centenas de quilómetros de comprimento) com um topo relativamente aplanado ladeado por escarpas íngremes. Também se chamam mesetas ou montanhas bloco.

Fonte: http://news.travelhouseuk.co.uk
Graben (palavra alemã que significa escavação ou vala) – Depressão de origem tectónica, geralmente com a forma de um vale alongado com fundo plano, formada quando um bloco fica afundado em relação aos territórios vizinhos em resultado de movimentos combinados de falhas tectónicas. Quando se estendem por centenas ou milhares de quilómetros, são designados por vales de rift.

Fonte: http://zedaway.com

Tipos de falhas

Existem 3 tipos de falhas:




O que é uma falha?

Uma falha é uma fratura na rocha com deslocação dos respetivos blocos, por ação de pressões bruscas resultantes da atividade interna e, por vezes, externa da Terra. Consoante o tipo de movimento podemos afirmar que o material rochoso sofreu uma compressão - força compressiva - ou distensão - força distensiva. A extensão da falha pode variar entre poucos centímetros a centenas de quilómetros.
Para se dar uma falha, a rocha tem que ter um comportamento frágil face à pressão exercida. Por exemplo, quando dobramos uma régua para além de um certo limite, ela parte-se. Simulamos assim a pressão exercida nos materiais rochosos em profundidade e a rutura do material, ou seja, a falha.