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segunda-feira, 10 de junho de 2013

O Canhão da Nazaré

Sabias que um dos desfiladeiros submarinos mais famosos do mundo se situa na costa portuguesa?

O Canhão da Nazaré é, por muitos, considerado o maior desfiladeiro submarino da Europa. É de origem tectónica, situa-se ao largo da costa da Nazaré, devido à falha da Nazaré-Pombal, e começa a definir-se a cerca de 500 metros da costa. Tem uma extensão de 211 km e uma profundidade que começa nos 50 metros, mas atinge cerca de 5.000 metros.

Devido ao Canhão da Nazaré a Praia do Norte apresenta ondas significativamente maiores do que a restante costa portuguesa. As ondas conseguem viajar a uma velocidade muito maior pela falha geológica, chegando à costa praticamente sem dissipação de energia.

Nos últimos anos, o surfista havaiano Garret McNamara tem trazido fama internacional à Praia do Norte. Em janeiro de 2013 surfou uma onda calculada em 34 m que é considerada a maior onda de sempre na modalidade.

Fonte: http://www.publico.pt

Falha de Santo André

A costa oeste dos EUA, especialmente a Califórnia, é um dos locais com maior atividade sísmica do planeta. É aí que se encontra a conhecida Falha de Santo André que se prolonga por cerca de 1.290 km de comprimente e 15 Km de profundidade. Marca o limite entre as duas maiores placas tectónicas do planeta: a placa do Pacífico e a placa Norte-Americana.

Apesar de não der percetível aos nossos olhos, naquela região, a placa norte-americana desliza 14 mm por ano em sentido sudeste enquanto a placa do Pacífico se desloca, em sentido oposto, 5 mm por ano.

Por vezes, a resistência entre elas aumenta e a energia do movimento acumula-se até ser repentinamente libertada, causando grande instabilidade em todo o estado da Califórnia e esteve na origem do violento terremoto que destruiu a cidade de São Francisco em 1906.

Existe a crença popular de que um grande abalo sísmico poderia dividir o estado da Califórnia em dois e uma parte do estado se soltaria do continente e formaria uma ilha. Tal evento é cientificamente possível e poderá ocorrer de forma natural em milhões de anos; no entanto, um sismo em grande escala aceleraria este processo.

Fontes: http://www.infoescola.com e http://www.apolo11.com

domingo, 9 de junho de 2013

Lendas sobre sismos

Também em relação aos sismos, os povos antigos substituíam a falta de explicações científicas por outro tipo de explicações. Um pouco estranhas, acho eu…

Na Índia:
Segundo a mitologia hindu, a Terra era sustentada por oito fortíssimos elefantes. Quando algum deles se cansava, agachava-se, sacudia-se e abanava a cabeça, produzindo-se os sismos.

Fonte: http://hypescience.com

No Japão:
Segundo o folclore japonês, no fundo do mar, sob o arquipélago, vive o Namazu, um peixe-gato gigante, escuro, com grandes bigodes e de hábitos noturnos. De acordo com a lenda, apenas o Deus Kashima é capaz de controlar o Namazu, colocando uma grande pedra sobre a sua cabeça.

O problema é que, por vezes, Kashima adormece de tanto cansaço por cuidar do Namazu. Então, o peixe consegue escapar e o seu movimento, especialmente da cauda, é que causa o terramoto.

Fonte: http://conexaotokyo.blogspot.pt

Na América do Norte:
Um chefe índio apaixonou-se por uma princesa. Chamavam-lhe Reelfoot, por ter um pé deformado. Quando o pai da princesa recusou o seu pedido de casamento, o chefe Reelfoot raptou-a para casar com ela.

O Grande Espírito (Deus dos índios) avisou-o que, segundo as leis tribais, um índio não deve roubar a esposa de outra tribo vizinha. Se ele desobedecesse, o Grande Espírito faria com que a Terra abanasse e as águas engolissem a sua aldeia, enterrando o seu povo numa imensa sepultura. Reelfoot decidiu ignorar a ira do Grande Espírito e, no meio da cerimónia de casamento, a ameaça concretizou-se: os abalos da Terra foram tão fortes que causaram uma enorme cheia no Rio Mississipi que originou o Lago Reelfoot.

Fonte: http://upload.wikimedia.org

Em Moçambique:
A Terra é um ser vivo que pode adoecer. Quando fica doente, tem febre e arrepios e é por isso que sentimos os seus tremores.

Fonte: http://protagonizajuventude.blogspot.pt/

Na Grécia: Segundo Aristóteles, no interior da Terra havia cavernas subterrâneas, onde estavam aprisionados ventos muito fortes que, ao tentarem escapar-se, faziam a terra tremer.

O Terramoto de Lisboa de 1755

O Terramoto de Lisboa de 1755 ocorreu na manhã de 1 de novembro de 1755, dia que coincide com o feriado do Dia de Todos-os-Santos. Destruiu quase por completo a cidade de Lisboa e atingiu ainda Setúbal e grande parte do litoral do Algarve. As ondas de choque do sismo foram sentidas por toda a Europa e norte da África.

O epicentro não é conhecido com precisão, mas estima-se que tenha sido no mar, entre 150 a 500 quilómetros a sudoeste de Lisboa. Relatos da época afirmam que os abalos foram sentidos, consoante o local, durante seis minutos a duas horas e meia, causando fissuras enormes de que ainda hoje há vestígios em Lisboa. Os geólogos modernos estimam que tenha atingido a magnitude 9 na escala de Richter e uma intensidade entre X-XI na escala de Mercalli.

Com os vários desmoronamentos, os sobreviventes procuraram refúgio na zona portuária e assistiram ao recuo das águas. Poucas dezenas de minutos depois, o sismo foi seguido de um maremoto que provocou um tsunami, cujas ondas se crê que tenham atingido mais de 10 metros, e de múltiplos incêndios que duraram pelo menos cinco dias. O número de vítimas mortais é difícil de determinar: é comum referir-se que terão sido entre 12.000 a 15.000 pessoas, mas estudos modernos indicam que numa cidade com 275.000 habitantes é provável que tenham morrido entre 70.000 a 90.000 pessoas. Foi um dos sismos mais mortíferos da História.

Fonte: http://www.museudacidade.pt/Esposicoes/Permanente/Paginas/Terramoto-de-1755-Reconstrucao-sec-XVIII%E2%80%93XIX.aspx
Cerca de 85% das construções de Lisboa foram destruídas, incluindo palácios famosos, bibliotecas, conventos, igrejas e hospitais. Várias construções que sofreram poucos danos pelo terramoto foram destruídas pelo fogo que se seguiu, causado por lareiras de cozinha, velas e, mais tarde, por saqueadores em pilhagens dos destroços.

As ruínas do Convento do Carmo, no centro da cidade, ainda hoje podem ser visitadas.

Fonte: http://www.panoramio.com
A família real portuguesa escapou à catástrofe, pois o Rei D. José I e a corte tinham deixado a cidade nesse dia.

Tal como o rei, o Marquês de Pombal, futuro primeiro-ministro, sobreviveu ao terramoto. Conta-se que à pergunta "E agora?" respondeu "Enterram-se os mortos e cuidam-se os vivos". A sua rápida atuação levou a organizar equipas de bombeiros para combater os incêndios e recolher os milhares de cadáveres para evitar epidemias.

Menos de um ano depois do terramoto, os trabalhos de reconstrução iam adiantados. O rei desejava uma cidade nova e ordenada com grandes praças e avenidas largas e rectilíneas.

Fonte: http://arteemtodaaparte.wordpress.com
O novo centro da cidade, hoje conhecido por Baixa Pombalina, é uma das zonas nobres da cidade e apresenta dos primeiros edifícios mundiais a serem construídos com proteções à prova de sismos (antí-sísmicas) que foram testadas em modelos de madeira, utilizando-se tropas a marchar para simular as vibrações sísmicas.

O terramoto de Lisboa teve um enorme impacto político e socioeconómico na sociedade portuguesa do século XVIII, dando origem aos primeiros estudos científicos do efeito de um sismo numa área alargada, marcando assim o nascimento da moderna Sismologia.

Se acederes ao site do Museu da Cidade podes consultar informação sobre a história da cidade de Lisboa e  imagens da recriação de algumas zonas antes do terramoto.

Risco sísmico em Portugal

O risco sísmico é a probabilidade de ocorrer perda de vidas humanas e destruição de património causadas por um sismo, num certo intervalo de tempo.

E qual é o risco sísmico de Portugal?

Portugal continental está numa zona de risco sísmico moderado, pois situa-se na placa euro-asiática, muito perto da fronteira com a placa africana. Na Europa, a Itália e a Grécia estão numa localização mais complicada, mas logo a seguir aparecem Portugal e Espanha.

Os Açores, perto da Crista Média Atlântica, uma cordilheira submarina que divide e atravessa o oceano no sentido sul/norte, também se encontram numa zona complicada de risco considerável.

Em Portugal Continental o risco não é o mesmo em todo o território. Como se pode ver na carta das isossistas da atividade sísmica até hoje, o risco diminui de sul para norte- Algarve, Alentejo, Lisboa e região Oeste são as zonas com mais risco.
Fonte: http://www.meteo.pt/sismologia/sismologia.html

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Lendas sobre vulcões

Desde sempre que os vulcões fascinaram e aterrorizaram o Homem, levando à criação de muitas lendas em todo o Mundo. Deixo-vos aqui algumas que me pareceram bastante curiosas:

Japão: O gigante e o Monte Fuji
Para os japoneses, o Monte Fuji é uma montanha sagrada e local de habitação de vários deuses. Existe uma lenda que conta que o vulcão teria nascido do sonho inacabado de um gigante que queria entulhar o Oceano Pacífico. O infeliz passou uma noite a encher sacos de terra para despejar no oceano, mas acabou por desistir e despejou os últimos sacos sobre o Japão, fazendo nascer o Fuji.

Fonte: http://jp-lugaresfantasticos.blogspot.pt

Indonésia: Recordação de um sacrifício
Segundo uma lenda, um casal real que não conseguia ter filhos, apelou ao deus do vulcão Bromo e jurou oferecer-lhe um dos seus filhos. O casal teve uma descendência numerosa e sacrificou o seu 25º filho ao vulcão. Ainda hoje, uma vez por ano, numerosos peregrinos sobem as encostas do vulcão Bromo para se manterem em recolhimento toda a noite antes de atirarem flores, frutos, dinheiro, galinhas e até cabras, para o interior do vulcão.

Fonte: http://thetruthbehindthescenes.wordpress.com

América do Norte: Um urso gigante
Os índios americanos de Wyoming explicam a presença da agulha rochosa do Pico do Diabo com uma lenda curiosa. O pico terá saído da terra para salvar 7 rapariguinhas perseguidas por um urso gigante. Uma vez longe do solo, escaparam ao animal monstruoso. As longas marcas verticais abertas nos lados seriam as marcas deixadas pelas garras do urso ao tentar agarrar as raparigas.

Fonte: http://www.viajandoblog.com

Sicília (Itália): A origem do fogo do Etna
 Na mitologia grega, Zeus teve de enfrentar os Titãs antes de se tornar no pai dos deuses do Olimpo. A guerra foi tão terrível que o universo quase desapareceu. Zeus triunfou e puniu severamente os inimigos vencidos, acorrentando-os e enterrando-os vivos. Um deles, Encelado, sepultado sob o vulcão Etna. Os Gregos pensavam que as erupções do vulcão se deviam ao hálito de fogo e às contorções do Titã sempre que este se virava.

Fonte: http://www.decadevolcano.net
Fonte: Beaumont, Émilie; Gaudin, Chistine; "Os vulcões", 2004.

domingo, 10 de março de 2013

Vulcões noutros planetas

Sabias que o vulcanismo não é específico da Terra? As sondas espaciais já permitiram descobrir numerosos vulcões noutros planetas do sistema solar. É verdade! 

Vénus:
Em 1990, devido à missão Magalhães, descobriu-se que 85% da superfície de Vénus é vulcânica e observaram-se gigantescas torrentes de lava com mais de 1 Km de espessura e 100 Km de largura. Observaram-se igualmente milhões de vulcões, alguns dos quais com mais de 100 Km de diâmetro.

O Monte Maat é o maior de todos: é quase tão grande como o Evereste com os seus 8 Km de altitude e tem 400 Km de diâmetro.
Fonte: http://www.spakka.info
Marte:
As sondas Viking estudaram Marte entre 1976 e 1980 e determinaram que quase metade da sua superfície está coberta de campos de lava. Assinalaram ainda a existência de fantásticos vulcões, entre eles o Monte Olimpo que é considerado o maior vulcão dos sistema solar: tem aproximadamente 26 Km de altitude (3 vezes maior que o Monte Everest) e 600 Km de diâmetro.

Fonte:http://cienciados.com

sábado, 9 de março de 2013

Teoria da Terra oca

Desde tempos remotos que se criaram mitos e teorias sobre a possibilidade do centro da Terra ser oco.

Muitas das civilizações mais antigas falavam de cidades lendárias escondidas no centro da Terra:

Reino de Agartha
Segundo a crença budista da Ásia Central, era um labirinto subterrâneo que abrigava populações provenientes da antiga Atlântida (submersa no Oceano após uma suposta erupção vulcânica). O seu líder conhecia todas as forças da Terra, lia todas as almas e conhecia os seus destinos.
Fonte: http://solonaescola.blogspot.pt
Reino de Hades
Segundo a mitologia grega, tinha várias entradas espalhadas pela Grécia e era o local para onde seguiam as almas das pessoas mortas (fossem elas boas ou más) para lá se tornarem sombras.
Fonte: http://olimpomitology.blogspot.pt
Com o avanço das ciências a substituir as lendas, no séc. XVII começaram a aparecer teorias com base científica sobre um mundo interior no nosso planeta:

Edmund Halley (cujo nome foi dado ao cometa de 1682)
Para explicar certos fenómenos estranhos no campo magnético terrestre, sugeriu que a crosta da Terra tinha 500 Km de espessura e, no seu interior, existiriam três planetas concêntricos do tamanho de Vénus, Marte e Mercúrio. Neles, existiriam seres vivos e uma atmosfera interior luminosa.
Fonte: www.projetoockham.org
No século XVIII, outros cientistas introduziram mudanças nesta teoria, mas nunca a rejeitaram:

Leonard Euler
Considerou que no interior da Terra havia um único Sol que iluminava e aquecia uma civilização extremamente desenvolvida que aí vivia.
Fonte:www.projetoockham.org
Sir John Leslie
Concluiu que, na verdade, existia, não um, mas dois sóis interiores, a que chamou Plutão e Proserpina.

John Symmes
Apresentou, em 1818, a sua teoria, em que a Terra era oca e habitável por dentro, possuindo internamente diversas esferas sólidas e concêntricas. Havia aberturas na crosta externa da Terra em ambos os polos, por onde se poderia entrar no interior do planeta que seria um local quente, fértil, com muitos e enormes animais e vegetais.
Fonte: http://www.museumofhoaxes.com
Com intenção de fazer essa viagem ao interior da Terra, Symmes convocou 100 homens para partir da Sibéria no outono, com renas e trenós, e chegar até ao norte do Paralelo 82 N. Essa expedição só viria a ocorrer 10 anos após a sua morte e durou 4 anos, mas a teoria de Symmes não foi confirmada.

Na década de 1970 esta teoria voltou a ganhar força, devido a uma fotografia que revelava uma imagem do Pólo Norte sem as nuvens que geralmente o encobrem e mostrando um buraco.
Fonte: http://www.bibliotecapleyades.net
Esta foto reforçava a crença de que a Terra não seria uma esfera compacta, mas sim um corpo oco, com fendas localizadas nos pólos. No seu interior habitaria uma raça muito desenvolvida em termos de tecnologia e que eventualmente visitaria o exterior da Terra a bordo de OVNIs. Estaria assim explicada a maior parte das naves avistadas pelos seres humanos nos últimos tempos.

Vários escritores de ficção científica adotaram também este tema, tal como Júlio Verne no seu célebre livro “Viagem ao Centro da Terra”. Este livro já deu origem a vários filmes, sendo o último bastante recente, o que demonstra o interesse que este assunto continua a suscitar.
Fonte: http://minhavidaemfilmes.blogspot.pt

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Curiosidades sobre a adaptação dos pinguins ao seu bioma

  • Preferem viver em grupos; fazem colónias e dividem os ninhos em grupos que chegam até aos 10.000 indivíduos;
  • Costumam andar em fila indiana e conseguem caminhar mais de 1.000 km em busca de alimentos;
  • O seu alimento preferido é um crustáceo chamado krill (parecido com o camarão) embora também comam lulas e peixes variados;
  • Os machos é que são os responsáveis por chocar os ovos, aquecendo-os durante 72 dias. Durante este período dormem em pé. Enquanto dormem, inclinam a cabeça para o lado;
  • Acumulam uma camada de gordura logo abaixo da pele, que serve como isolante térmico (diminuindo a perda de calor para o ambiente externo) e também como fonte de energia quando ficam muito tempo sem se alimentar;
  • Têm as penas impermeabilizadas pelo que a água não passa e o corpo não se molha quando o pinguim está na água;
  • Os pinguins-imperadores são ótimos nadadores e conseguem mergulhar até uma profundidade de 500 m.
Fonte: chicletedecarnemoida.blogspot.com

Curiosidades sobre a adaptação dos camelos ao seu bioma

  • Podem ficar 2 a 3 semanas sem água e 1 ou 2 semanas sem comida, o que é possível graças à gordura e ao tecido muscular armazenados nas bossas. Essa gordura é armazenada antes de partirem para o deserto, momento em que lhes é oferecida grande quantidade de comida e bebida;
  • Chegam a beber 200 litros de água de uma só vez;
  • Só bebem água limpa. Nos oásis, eles são os primeiros a matar a sede, só depois disso é que as pessoas se servem;
  • São capazes de comer qualquer coisa que encontrem no deserto, até mesmo catos. O interior da sua boca tem um revestimento grosso que impede a penetração dos espinhos;
  • A sua pelagem permite que absorvam menos sol e que a areia do deserto não penetre na sua pele. Isto evita uma grande elevação na temperatura corporal, o que ajuda a não suar e a não perder água;
  • Possuem três pálpebras para se protegerem contra a areia do deserto;
  • Apesar de serem dóceis, podem-se transformar em animais perigosos. Quando não gostam de alguém, cultivam a antipatia por muito tempo e manifestam o seu mal-estar atacando com mordidelas.
Fonte: chicletedecarnemoida.blogspot.com

sábado, 8 de dezembro de 2012

Curiosidades sobre a Lua

A nossa Lua formou-se há mais de 4 mil milhões de anos.

Os cientistas pensam que a Lua se formou por causa de um objeto do tamanho de um planeta que atingiu a Terra e “atirou” para a órbita terrestre uma abrasadora nuvem de fragmentos de rochas e poeira. À medida que essa nuvem foi arrefecendo, os pedaços que a constituíam começaram a unir-se até acabarem por formar a Lua.

A Lua é muito mais pequena do que a Terra: cabem cerca de 49 Luas dentro da Terra.

A Lua também tem menos gravidade. Se pesares 40 Kg na Terra, na Lua pesarias menos de 7 Kg.

A Lua não tem atmosfera e é por essa razão que o céu por cima da Lua é sempre escuro. Por isso, se estiveres na Lua numa zona de sombra, as estrelas são visíveis em qualquer altura.

A Lua não consegue sustentar vida, a não ser que se use um fato espacial. Mas há cada vez mais provas de que a Lua contém muito mais água do que se pensava há uns anos. Porém trata-se de água congelada e as pessoas que emigrassem para a Lua precisariam de fazer um grande esforço para a transformar na sua forma líquida.

A Lua vista da Terra:

A Terra vista da Lua:
Fonte: www.astronomy.com

Constituição do Sistema Solar

Sabem o que diferencia os diferentes tipos de astros do sistema solar? Deixo-vos aqui uma tabela que poderá ajudar:


Estrelas
Astros de grande dimensão
Muito rochosos e muito densos
Forma esférica
Têm na sua constituição muito hélio e hidrogénio, que são elementos químicos responsáveis pela sua luminosidade
Planetas
Principais
Astros rochosos
Forma esférica
Descrevem uma órbita à volta de uma estrela
Podem ter na sua superfície grandes quantidades de gases e poeiras (planetas gasosos)
Planetas
Secundários
Astros rochosos
Forma esférica
Mais pequenos que os planetas principais
Descrevem uma órbita à volta de um planeta principal
Planetas anões
Astros de pequena dimensão
Muito rochosos
Forma esférica
Descrevem uma órbita diferente da dos outros planetas
Cometas
Astros rochosos
Forma esférica
Cobertos de poeiras e gases congelados
Descrevem uma órbita excêntrica
Tornam-se visíveis quando se aproximam de uma estrela pois os gases congelados descongelam e ficam com aspeto de possuir cauda, cabeleira e núcleo
Asteroides
Astros rochosos que restaram da formação do Sistema Solar há cerca de 5 mil milhões de anos
Forma irregular
Encontram-se na cintura interna e externa
Meteoros
Fragmentos de astro que atravessam a nossa atmosfera
Meteoritos
Fragmentos de astro que embatem na superfície terrestre
Dão-nos informações preciosas sobre os constituintes do universo
Caem anualmente cerca de 500 meteoritos na superfície terrestre
 
Algumas curiosidades:
  • Os cientistas calculam que existem provavelmente milhões de asteroides no nosso Sistema Solar. Variam de tamanho e podem ter apenas alguns metros ou vários quilómetros de comprimento.
  • De vez em quando um asteroide é empurrado para fora da sua órbita pela ação da força da gravidade dos planetas próximos. Cerca de uma vez por ano, uma rocha do tamanho de um carro atinge a atmosfera da Terra, mas arde e desintegra-se antes de chegar à superfície. De tantos em tantos milhares de anos, uma rocha do tamanho de um campo de futebol atinge a Terra, e de tantos em tantos milhões de anos, a Terra sofre o impacto de um objeto espacial – um asteroide ou um cometa – suficientemente grande para pôr em risco a vida na Terra.
  • Há 65 milhões de anos um asteroide atingiu a Terra. Pode ter sido por isso que se extinguiram os dinossauros; o impacto enviou para a atmosfera uma nuvem de poeira fina que bloqueou a luz do Sol, condenando assim os dinossauros e muitas outras espécies à extinção.
Fonte: Lucy & Stephen Hawking, "George e o BIG BANG", Editorial Presença, 2012

Curiosidade sobre o Big Bang

Existem muitas histórias diferentes sobre o começo do mundo. Por exemplo, segundo o povo Boshongo da África Central, no início havia apenas escuridão, água e o grande deus Bumba. Um dia Bumba estava com dores de barriga e vomitou o Sol. O Sol secou alguma da água e assim surgiu terra. Ainda com dores, Bumba vomitou a Lua, as estrelas e depois alguns animais: o leopardo, o crocodilo, a tartaruga e, por último, o homem.
 
Outros povos têm histórias diferentes. Foram tentativas iniciais para responder às Grandes Questões:
  • Por que razão estamos aqui?
  • Donde viemos nós?
Fonte: Lucy & Stephen Hawking, "George e o BIG BANG", Editorial Presença, 2012